quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

"Pano de Fundo"

Pano de Fundo

Por Almir Visconde


As nossas vozes, se dilacerando, na madrugada

Os copos de vinho, protagonistas da cena

A porta entreaberta, trazendo o suor de dois corpos

Um lenço vermelho, sobre o criado´mudo, encharcadoDe perfume

No lençol retorcido, o baby-dool predileto

nas paredes do quarto, mistério absoluto

Um pano dobrado, esconde o suco do prazer

Na calcinha negra, toda rasgada, uma marca da fúria selvagem

Na cômoda está acifra, da noite de amor

O televisor diz, THE END.

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